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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O QUE É PARIDADE?

Paridade significa IGUALDADE ENTRE OS PARES, por isso estamos lutando para que no sistema COFEN/COREN exista espaço de representação tal qual os seguimentos: auxiliares, técnicos e enfermeiros(as).
Muitos  dos auxiliares e técnicos de enfermagem ainda não sabem que representam 83% de todo dinheiro que entra nesse sistema e que apenas um seguimento de representatividade é quem define os rumos da categoria com apenas 17%.
Se fosse em outro ambiente, TODOS estariam tendo a mesma compreensão, porém quando se trata de uma categoria como a enfermagem a coisa muda de figura.
O que acontece hoje:
No COFEN- só é permitido enfermeiros(as) na Lei que foi feita em 1973(ditadura)
No COREN- são 4 enfermeiros(as) contra 3 (auxiliares e ou técnicos de enfermagem) não existe na lei e sim na resolução a revelia da Lei.
A lei é pra ser cumprida quando do seu interesse? Se não existe na lei cria-se resoluções? Há algum mal nisso? Não! O problema não é a forma é a intenção de continuar no domínio e impedir a democracia.
Até quando se perpetuará um seguimento dominador? Até quando não nos concientizarmos de que a enfermagem não irá a lugar algum se não estiver UNIFICADA, se todos não estiverem discutindo seus dilemas e rumos.
Que dificuldade é essa de não permitir que os aux. e téc. de enfermagem tenhamos espaço para opinar sobre nossas vivências profissionais e destinos?
E mais, é um CONSELHO DA PROFISSÃO e não um hospital onde se contrata profissionais distintos e seus respectivos salários. Conselho é um local onde não é pra existir profissinal da categoria de forma diferenciada e sim uma construção coletiva.
É perceptível que nossas condições de trabalho não são igualitárias, as problemáticas vivenciadas pelos aux e téc de enfermagem são distintas dos enfermeiros(as) e que cada um deverá conjuntamente construir o espaço devido para ENFERMAGEM.
Diante disso é preciso fazer referência a um fato que tem se repetido ao longo da história, mas que não havia anteriormente a compreensão do que estava acontecendo, porém hoje já sabemos do que se trata, trata de ASSÉDIO MORAL.
Será que não é isso que intimida nossos auxiliares e técnicos de enfermagem? Se no serviço público isso acontece imagine no setor privado........
No 13º CBCENF uma técnica/enfermeiranda, da Bahia, apresentou seu trabalho sob o tema:

ASSÉDIO MORAL NA ENFERMAGEM: vivências de Técnicos e Auxiliares de Enfermagem Acadêmicos da UCSal.


SLIDE INICIAL DA APRESENTAÇÃO DO TRABALHO NO 13º CBCENF

Nessa apresentação só havia uma única enfermeira, que era a mediadora da mesa. Fica a reflexão....
No entanto quando houve a reunião da Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem  houve a presença de enfermeiro(a) que não era auxiliar nem técnicos de enfermagem. Fica a reflexão...
obs: Quem se interessar pelo trabalho poderá entrar em contato conosco pelo próprio blog nos comentários ou via orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=13020592102308086411

SINTEST-RN, SINDSÁUDE, SIPERN, SINSENAT

FAIXAS DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM SÃO RETIRADAS NO 13º CBCENF

ATITUDES ANTIDEMOCRÁTICAS NO 13º CEBCENF em NATAL-RN

No 13º CBCENF em Natal que ocorreu no centro de convenções, na via costeira, deu-se início ao movimento pela construção de formação política de nossos profissionais auxiliares e técnicos de enfermagem para que entendam sua importância dentro do sistema COFEN/COREN. Se somos 83% deveríamos ter espaço de representação correspondente para tal, como já falamos nesse blog.
Fizemos um movimento pacífico, no entanto aconteceu um fato que é preciso ser registrado na nossa história.
Colocamos nossas faixas no dia 17.09.10(sexta) pela manhã e por volta das 18:36min ao sairmos do evento deixamos nossas faixas no local, vale salientar que em nehum momento a organização falou que não podia colocar faixas, é tanto que havia uma outra faixa desde o dia anterior(16.09.10), por esse motivo deixamos nossas faixas no local. Porém ao retornar para o show de Elba Ramalho por volta das 22:30min, para surpresa nossa, as faixas haviam sido retiradas. No outro dia procuramos a organização do centro de convenções(local do evento) e nos foi informado que não haviam sidos eles, então uma pergunta que sempre ecoará é: Quem as retirou?
Se o movimento não incomodou, não teve guarida, por que tirar as faixas? Certamente incomodou a alguém.
Mas, não parou por aí......no sábado pela manhã colocamos nossa outra faixa e fomos à reunião da Associação Nacional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem  num espaço de apenas 2h e em plena manhã ensolarada foi retirada a nossa outra faixa e é por que no sábado já haviam pouquíssimas pessoas.
O que mais impressiona é que vivemos numa democracia e fatos como esse ainda acontecem. Será que essa ou essas pessoas não sabem o que é democracia? Se pensou em reter o movimento não conseguiu nem irá conseguir, mas uma coisa é certa, isso demonstra que as pessoas nem fazem nem querem deixar os outros fazerem.
Nossa cagtegoria precisa está alerta para essas questões e não podemos nos calar diante de atitudes como as tais já citadas anteriormente.
Imagine se pudessem fazer outras coisas........





MUDANÇA NA LEI 5.905/1973 (artigo 5º e 11º)  JÁ!
INCLUSÃO DO AUX E TÉC NO COFEN COM PROPORCIONALIDADE
1/3 POR CATEGORIA

VAMOS RETIRAR DA GAVETA O PROJETO DE LEI 202/1995
PROPORCIONALIDADE 1/3 POR CATEGORIA NO COFEN e CORENs



ESTA FOTO FOI TIRADA AO SAIRMOS POR VOLTA DAS 18:36MIN
QUE NÃO FOI ENCONTRADA POR VOLTA DAS 22:30min.
MISTÉRIO!!!
 
ESTA FOI A OUTRA FOTO TIRADA AO SAIRMOS POR VOLTA DAS 18:36min
QUE NÃO FOI ENCONTRADA POR VOLTA DAS 22:30min DO MESMO DIA.
MISTÉRIO!!!



TÉC E AUX DE ENFERMAGEM SÃO MAIS DE 80% DO COFEN/COREN
 E SEM PARTICIPAÇÃO NO COFEN...QUEREMOS PARTICIPAR

NÃO AOS CARGOS PRIVATIVOS DO ENFERMEIRO(A) NO SISTEMA COFEN/COREN
AUX E TÉCNICOS MANTÉM MAIS DE 80% DO SISTEMA.
 

domingo, 31 de outubro de 2010

DIVISIONISMO OU CONSTRUÇÃO?

Um movimento se faz quando se cessa o diálogo, que foi o caso do nosso.
A luta sempre foi feita por poucos e muitos só usufruem, ou não tem sido assim ao longo da história?
Um exército que vai à guerra tem na sua linha de frente seus soldados, no entanto quem sai levando as glórias do sucesso é o comandante, o general.
Uma democracia não se faz apenas com voto, se faz com ações e atitudes cidadães, que é pedir o que é seu por direito.
Embora haja concenso que devemos buscar e lutar por nossos direitos quando isso acontece logo se levantam ações e atitudes no sentido de minar e impedir que algo seja transformado. E o pior, é que pessoas que defendem o controle social se portam da mesma forma como os outros. É fácil cobrar dos outros mas agir com coerência é muito difícil.
Não é fácil ser diferente, e aí entendo perfeitamente a luta das minorias, e principalmente quando se vai de encontro a alguns interesses, a coisa muda de figura.
Para os cristãos o Cristo não precisou de uma multidão para fazer o que queria fazer, apenas 12 apóstolos fez chegar até os nosso dias sua mensagem, e a história mundial é registrada como a.C e d.C(antes de Cristo e depois de Cristo).
Não adianta tentar calar a voz com piadas, rotulações ou outros fatos que não convém citá-los.
A história mostra que muitos foram torturados e até mortos durante o período da ditadura, mas não estamos mais na ditadura, já avançamos com a democracia, embora alguns ainda hajam como se a ditadura ainda existisse. É muito contraditório lutar por democracia ao mesmo tempo que tenta calar a voz dos que se indignam diantes das arbitrariedades e autoritarismo. Na democracia para uns apenas mudou a forma, antes era com os chicotes e outros instrumentos de torturas(máscaras de ferro), hoje é com ASSÉDIO MORAL etc. 
Muitos lutam para que os espaços políticos partidários tenham cotas para mulheres, que não seja feito de um mandato político profissão, que todos tenham igualmente acesso etc, no entanto quando nos reportamos para o ambiente dos conselhos das profissões, em particular a enfermagem, o cenário não condiz com os discursos.
Rotular de divisionismo quando a intenção é de avanço e fortalecimento da categoria é, no mínimo, ir de encontro a inteligência dada por Deus, aos auxiliares e técnicos de enfermagem, pois eles pensam!
Antes os profissionais auxiliares de enfermagem eram tratados como escravos hoje não é muito diferente, basta ver a discrepância salarial dentre os seguimentos da enfermagem. Quem mais trabalha é menos remunerado isso é justo? Bom....fica a reflexão.
Antes tínhamos auxiliares de enfermagem com apenas o primário(não desmerecendo quem o tem, do contrário), hoje, ensino fundamental, a enfermagem era ensinada como sacerdócio e a serem subservientes.
Hoje a história mudou:
  • Temos auxiliares até com doutorado;
  • Sacerdócio é o próprio executar pois se assim não for não haverá humanização em suas práticas,  ao invés de subservientes somos parte integrantes do processo do cuidar;
  • E temos a conscientização de que autoritarismo e abuso do poder é prática que deve ser banida do seio da categoria.
A tecnologia na área da saúde avançou, mas a nossa categoria  não está ainda respaldada como deveria, infelizmente o sistema COFEN/COREN não tem dado resposta a esses profissionais que atuam nessa área. A exemplo de quem trabalha com hemodinâmica que se expôem DIRETAMENTE a radiação ionizante(QUE CAUSA CÂNCER) e não tem leis que os amparem como os técnicos em raio x, que não tem a mesma exposição que os auxiliares e técnicos de enfermagem, e tem garantia em lei.
Na esfera pública quem tem dado resposta são os sindicatos dos servidores públicos municipais, estaduais e federais e com muita LUTA exatamente por não existirem LEIS, que é de responsabilidade do conselho da categoria.
Na esfera privada esses profissionais são expostos durante toda a sua carga horária mesmo que estejam num espaço público. O pior é que num mesmo ambiente existem profissionais de uma única categoria com tratamento diferenciados.
São por essas e outras coisas mais que nos causam indignação que se faz necessário um movimento na construção de uma enfermagem unificada, fortalecida, cumprindo seu papel e exigindo seus direitos, e ocupando seus espaços de forma igualitária de forma a concretizar a democracia vigente em nosso país e em nossos conselhos.
Se divisão é lutar para que haja igualdade de representação tal qual há de contribuição financeira(83%) no sistema COFEN/COREN estaremos colocando embaixo dos nossos pés a luta dos bravos trabalhadores que deram suas próprias vidas, apagando toda história de luta e trazendo de volta a ditadura em suas práticas.
Por que temer aos avanços? Não será toda a enfermagem que sairá ganhando? Por quê só uns são designados a pensar se o próprio criador nos fez iguais? Por quê pensar coletivamente é tão difícil? São perguntas que não querem calar.

MUDAR POR MUDAR É ATÉ FÁCIL AGORA AVANÇAR NÃO TÃO FÁCIL ASSIM.
VIVA À DEMOCRACIA, RUMO A VERDADEIRA MUDANÇA!

SINTEST-RN, SINSENAT, SIPERN, SINDSAÚDE